Sábado sereno, passo a tarde lendo o “Terra e Cinzasâ€, conto do escritor e cineasta afegão Atiq Rahimi sobre o sofrimento trazido pela guerra. Uma aldeia afegã é bombardeada e quase todos os seus habitantes são mortos. Sobram um velho, seu neto e um projeto: contar ao filho, que trabalha numa mina próxima, o que ocorrera. A mulher, a nora, o outro filho, todos haviam desaparecido.
O velho se sente despreparado para dar a triste notÃcia ao filho. Mas tem que fazê-lo. Sente-se igualmente sem condições de lidar com o neto pequeno que ficara surdo com o bombardeio. Vai com ele até as cercanias de uma ponte onde espera uma carona até a mina. É o primeiro contato do menino com outros adultos após o bombardeio. Há catástrofes a serem explicadas. O avô e o neto se empenham em traduzir acontecimentos aos outros.
A surdez é descrita pelo menino, que tampouco entende exatamente o que se passa, como conseqüência da ação dos tanques russos. Eles “roubaram a voz da gente e foram embora. Eles levaram até a voz do meu avôâ€. E prossegue explicando “ele não pode mais ralhar comigoâ€. Em outro momento, tenta aclarar os fatos perguntando ao avô: “Vô, os russos vieram tirar a fala de todo o mundo? O que eles fizeram com todas as vozes?”
A leitura me fez lembrar de uma cena bonita que vira ao visitar a Escola Municipal Joaquim da Silva Gomes em Santa Cruz. Após percorrer as salas e conversar com professores e alunos, assisti a uma apresentação feita por um grupo de adolescentes: um coral de Libras. Os jovens, preparados por uma professora, “cantaram†em Libras duas músicas populares. A explicação: a escola recebera no ano passado uma menina surda que, segundo o professor Sinvaldo, acabou repetindo, pois ninguém à época sabia a linguagem de sinais para ajudá-la. Uma professora nova trouxe não apenas o conhecimento de Libras, mas uma nova perspectiva a toda a escola: ensinar todos os colegas de classe da Keila a se comunicarem com ela.
As vozes voltaram, os russos não venceram!



Junho 28th, 2009 às 10:39 am
“… cena bonita que vira ao visitar a Escola Municipal Joaquim da Silva Gomes em SANTA CRUZ.”
ESSA PROFESSORA ESTà DE PARABÉNS!
“OLHA, LINDA INICIATIVA QUE VEM SE REALIZANDO GRAÇAS AO EMPENHO DA DIREÇAO, CORPO DOCENTE, E DOS PAIS DESSAS CRIANÇAS QUE ACREDITAM NESSE TRABALHO. ISSO QUE EU CHAMO DE ““VERDADEIRO TRABALHO EM “EQUIPEâ€â€œ.
ESCOLA MUNICIPAL JOAQUIM DA SILVA GOMES, PÓLO IV, ESCOLA ONDE ATUAVA MINHA AMIGA DO CONSELHO DE RESPONSÃVEIS GRACIMAR , E AGORA PODENDO CONTAR COM A COLABORAÇAO DA PROFESSORA E REPRESENTANTE DE RESPONSÃVEIS, MARIA LENY.
A ESCOLA MUNICIPAL EM QUESTAO, ESTà DE PARABÉNS. SINTO-ME ORGULHOSA EM TÊ-LA EM NOSSA 10ª CRE!
PARABÉNS!
Junho 28th, 2009 às 8:54 pm
Claudia, aproveito para agradecer a você pela visita que fez à nossa escola na sexta-feira (26 de junho).Ainda bem, como você concluiu, no texto acima que “As vozes voltaram, os russos não venceram”. O caso da nossa aluna K, do 9º ano é exemplar. Ela nos ensinou a ouvir e a falar, graças ao belÃssimo trabalho de uma professora de Música, a Rosângela.Nos cinco anos convivendo conosco a K fez amizades e até mesmo a mãe dela passou a participar conosco do Conselho Escola Comunidade.Lendo o seu relato sobre “Terra e Cinzasâ€, conto do escritor e cineasta afegão Atiq Rahimi que narra o sofrimento trazido pela guerra e concluindo a leitura da biografia de Maurice Costin, no capÃtulo XXXVII - A dominação soviética, alem de outras passagens, é que ficam fortalecidas as nossas convicções contra todos os tipos de intransigências, intolerancia e autoritarismo no trato com as pessoas, com etnias, com grupos sociais e até mesmo entre paÃses. Obrigado pelo que você escreveu e por ter cativado de forma tão simpática todos da Escola Municipal Joaquim da Silva Gomes.
Julho 9th, 2009 às 1:28 pm
Agora a educação do Rio de Janeiro está em boas mãos.
Dezembro 16th, 2009 às 3:13 pm
Boa Tarde Secretaria Claudia Costin,
acredito que esse será o primeiro de muitos contatos que teremos..
acredito em sua capacidade, historia e boa vontade e penso ser a pessoa certa a levantar esta bandeira, A EDUCAÇAO, porem em 2010 a SME tera que tambem se dedicar a combater, minimizar e depois erradicar o BULLYING de nossas Escolas Tenho um historico de Bullying em uma de suas Escolas e infelizmente meu filho é ator envolvido embora a escola com a colaboraçao da CRE esteja se blindando, chegaremos a quem realmente resolve, que com certeza nao defendera o errado, nao maquiara a violencia e sim lutara pela justiça…Porque o Bullying nao se combate fingindo que ele nao existe e sim tendo a coragem necessaria de reconhece-lo, admiti-lo e derrota-lo e essa coragem sei que voce tem….. em breve manterei contato e ja documentado de provas necessarias …ajudaremos uma escola da qual muito ja me orgulhei e hoje se diz nao precisar de ajuda e tenta negar que a violencia ali nao existe…
Um abraço d eum pai de aluno da rede municipal que muito admira seu trabalho….ate breve
Durval Avilez